Anderson J. Santos

Horta Condominial

 

Uma horta pode fazer parte de uma infância saudável. Seu condo­mínio pode não dispor de muito espaço, mas é possível montar uma pequena horta para que as crianças possam se sujar de terra e ver a natureza funcionando. A plantação pode ser feita em vasos ou utilizar uma parte da área do jardim para esse fim. Determine quem irá cuidar da manutenção da horta, ou seja: molhar, tirar plantas daninhas e,claro, colher.

Encontre um morador que conheça o assunto para ser o lí­der do projeto, dividindo tarefas. Também é possível fazer uma campanha interna, com cartazes de apoio envolvendo as crianças do condomínio, elas vão adorar ver aquela mudinha se transfor­mar em parte da salada.

O local escolhido para a horta deve receber muitas horas de sol por dia. O ideal é começar com ervas, temperos e chás. Horta­liças demandam mais atenção e cuidado. Quando os temperos estão prontos para o consumo, os condôminos são livres para se servir dos frutos da horta sempre que quiserem.

Especialistas em em hortas orgânicas dividem as plantas em duas categorias: as que precisam de profundidade (com mais de 60 cm) e as que não precisam. Entre as mais espaçosas temos manje­ricão, alecrim, capim cidreira, pi­mentas, sálvia e louro.

Já as espécies que não ne­cessitam de locais tão profundos, como cebolinha, salsinha, tomi­lho, coentro, orégano, manjerona e hortelã permitem misturas em sua maioria, mas o ideal é que sejam plantadas aos pares. A ex­ceção é a hortelã, que deve ficar sozinha no seu vaso. Também é melhor não plantar a salsinha e o coentro no mesmo recipiente, já que são bastante parecidos.

Para preparar o solo correta­mente, a receita é: argila expandi­da, areia grossa e, então, uma ca­mada de composto de terra com húmus ou esterco de vaca.

Também se deve levar em conta a necessidade real de água da plan­ta, que, em geral, recebe muito mais rega do que precisa. Deve haver furos no fundo do vaso para que a água excessiva escorra por ali. Então, é plantar e colher!

 

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Coleta Seletiva Solidária

 

        O Crescimento das me­trópoles e do consumo de produtos industria­lizados, resultou no aumento excessivo de resíduos urbanos tornando-se um dos maiores problemas de nossa sociedade. Isso se agrava com a escassez de áreas para o destino final destes resíduos que “jogados” no meio ambiente aumentam a poluição do solo, da água, do ar e agra­vam as condições de saúde da população.

        Com a implantação de uma coleta seletiva solidária condo­minial, além da redução signi­ficativa desses resíduos, a ven­da de papéis, metais, vidros e plástico constituirão uma fonte de renda aos seus colaborado­res e ao próprio condomínio. O Instituto Condomínios Sus­tentáveis sugere tal implantação em etapas: definição da equipe (comissão de sustentabilidade), elaboração do projeto de coleta solidária, a armazenagem e o es­coamento dos resíduos e a reci­clagem.

        Inicia-se, então a divulga­ção com a finalidade de “ven­der” a idéia ou seja, incentivar e esclarecer o projeto para a sua comunidade condominial bem como definir de que forma será feita a manutenção da iniciativa. A divulgação, incentivo e escla­recimento do projeto podem ser feitos através de reuniões, bate­-papos, cartazes (que podem ser elaborados por crianças, através de concursos), folhetos, e que devem conter informações so­bre o que é coleta de resíduos urbanos, sua importância, vanta­gens, como cada um deve sepa­rar seu resíduo, como e onde os materiais separados ficarão ar­mazenados, como será a coleta interna e externa, se o material será vendido, etc... Um boletim mensal sobre o programa e no­vas informações sobre recicla­gem é uma boa forma de manter sempre o assunto vivo, além de reuniões periódicas entre a co­missão responsável e qualquer outra pessoa interessada.

        O encaminhamento dos materiais recolhidos pela coleta seletiva para a indústria da reci­clagem ou para outras formas de reaproveitamento é o objetivo fi­nal e mais importante do proces­so: se não houver compradores, todo o esforço da comunidade não terá adiantado nada, pois os materiais continuarão sendo co­locados fora e poluindo o meio ambiente.

Dessa forma, o condomínio adotante de boas práticas de sus­tentabilidade busca consolidar, formalizar e transparecer a sua intenção com a preservação dos recursos naturais e reutilização de resíduos sólidos. Também, a conscientização da comunidade condominial sobre a importân­cia da destinação correta dos re­síduos sólidos, bem como bus­car alternativas de motivá-las a se integrarem permanentemente ao processo.

 

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O condomínio sustentável

 

            Lixo é qualquer material sem valor ou utilidade que se “joga fora” ou ainda, tudo que se retira de um local para considerá-lo limpo! Nossa sociedade tem vivido por longo tempo com esse conceito. As­sim, consumimos algo e o que sobra “jogamos fora”. Tal con­ceito nos impede de enxergar que “jogamos fora” um material que ainda possui valor comercial se for manejado adequadamente.

            Assim surge a sustentabili­dade ambiental que é o conjunto de atos praticados pela socieda­de presente na busca de qualida­de de vida, sem, contudo, com­prometer a das gerações futuras. Adotar boas práticas de susten­tabilidade não é mais moda e sim uma premente necessidade que inclui o uso racional dos recursos naturais renováveis, re­dução/reuso/reciclagem dos re­síduos sólidos urbanos, coleta e destinação adequada do óleo de fritura.

            A exemplo, bons resultados foram obtidos no uso racional da água em diversos edifícios de Brasília, através do procedimen­to de individualização da leitura e cobrança individualizada da água. No CCS, prédio comer­cial, tal atitude gerou redução de 30% no consumo em volu­me. Aliada a uma campanha in­formativa e busca sistemática de vazamentos, essa redução subiu para 55% no consumo. Como consequência foi constatada sig­nificativa redução na conta de energia elétrica já que o sistema de bombeamento de água já não era mais exigido como antes.

            O óleo de fritura jogado na pia obstrui o encanamento do condomínio e as redes da Ca­esb, além de contaminar os rios, lagos, impermeabilizar o solo, dentre outros malefícios. A co­leta e destinação adequadas po­dem gerar uma receita extra aos condomínios ou cooperativas de colaboradores, proporcionando a todos, além da proteção am­biental, uma renda extra de na­tureza sustentável e limpa.

            Também, grande destaque merece os resíduos sólidos onde papel, metais, vidros, plásticos, pilhas e baterias além do grande potencial de reciclagem e reu­so, influenciam sobremaneira na economia de água e energia elétrica. Senão, vejamos: o Ins­tituto Akatu afirma que, para produzir uma tonelada de papel sulfite, são necessários 540 me­tros cúbicos de água; por outro lado, para produzir uma tone­lada de papel reciclado há uma economia de 50% no consumo da água . Assim, ao reciclarmos o papel estamos diretamente economizando água.

            Tais fatos revelam a profun­da interligação em todos os atos de consumo que, a nosso ver, têm conseqüências e compro­metem de maneira definitiva os bens naturais das futuras gera­ções. Assim, a adoção de uma nova postura de consumo será capaz de nos levar a uma nova economia, a uma nova forma de “desoneração condominial” onde o condomínio e seus con­dôminos sejam os beneficiários dos resultados obtidos.

 

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